MEI ganha novo fôlego: Governo propõe teto de R$ 140 mil e autorização para contratar até dois funcionários
O Microempreendedor Individual (MEI), um dos regimes que mais impulsionaram o empreendedorismo brasileiro nos últimos anos, está prestes a passar pela maior transformação desde sua criação. O Governo Federal encaminhou ao Congresso Nacional um novo Projeto de Lei Complementar (PLP 186/2026) que amplia significativamente os benefícios da categoria, permitindo maior faturamento e a contratação de mais um colaborador.
A proposta chega em um momento em que milhares de empreendedores enfrentam um dilema: crescer e perder os benefícios do MEI ou limitar o faturamento para permanecer no regime simplificado. Se aprovada, essa realidade poderá mudar.
O que muda para o MEI?
O projeto prevê mudanças importantes para quem já é MEI ou pretende abrir um negócio.
Novo teto de faturamento
Hoje o limite anual de faturamento do MEI é de R$ 81 mil.
Pela proposta do Governo Federal, esse valor será aumentado de forma gradual:
- 2027: teto passa para R$ 110 mil
- 2028: teto sobe para R$ 140 mil
Essa atualização acompanha a realidade econômica do país e busca reduzir a defasagem acumulada ao longo dos anos.
Na prática, milhares de empreendedores poderão continuar no MEI mesmo após expandirem seus negócios, sem precisar migrar imediatamente para Microempresa (ME).
Agora será possível contratar dois funcionários
Outra mudança muito aguardada é o aumento do limite de empregados.
Hoje o MEI pode contratar apenas um funcionário.
Com a nova proposta, será permitido contratar até dois empregados, desde que ambos recebam exclusivamente:
- um salário mínimo; ou
- o piso salarial da categoria.
Essa alteração atende principalmente pequenos comércios, oficinas, salões de beleza, restaurantes, prestadores de serviço e outros negócios que já atingiram o limite operacional de apenas um colaborador.
Mais espaço para crescer
Um dos maiores problemas enfrentados pelos MEIs é o chamado "efeito teto".
Muitos empreendedores acabam recusando clientes ou diminuindo as vendas para não ultrapassar o limite anual e serem obrigados a migrar para Microempresa, regime que possui mais obrigações fiscais e burocráticas.
Com o novo teto, esse problema tende a diminuir.
O objetivo do Governo é permitir que pequenos negócios cresçam de forma natural, gerem empregos e permaneçam formalizados por mais tempo.
A proposta já foi aprovada?
Ainda não.
Até a publicação deste artigo (15 de julho de 2026), o Projeto de Lei Complementar 186/2026 foi apresentado pelo Poder Executivo e começou sua tramitação no Congresso Nacional. Ele ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal antes de seguir para sanção presidencial.
Ou seja:
- ❌ Ainda não virou lei;
- ❌ As novas regras ainda não estão valendo;
- ✔️ O texto está em tramitação.
Quando as mudanças começam a valer?
Se o projeto for aprovado sem alterações relevantes, o próprio texto estabelece uma implantação gradual.
O cronograma previsto é:
- 2027: novo teto de R$ 110 mil;
- 2028: teto definitivo de R$ 140 mil.
A autorização para contratação de até dois funcionários também passará a valer somente após a sanção da nova lei e sua entrada em vigor, conforme definido no texto final aprovado pelo Congresso.
O que muda na prática para quem é MEI?
Caso a proposta seja aprovada, os benefícios serão significativos:
✅ Permanecer mais tempo no regime simplificado.
✅ Crescer sem precisar migrar rapidamente para Microempresa.
✅ Contratar mais um colaborador formalmente.
✅ Aumentar a capacidade de atendimento.
✅ Gerar mais empregos.
✅ Reduzir a necessidade de limitar o faturamento para permanecer como MEI.
Um passo importante para o empreendedor brasileiro
A proposta representa uma atualização aguardada há muitos anos.
Desde a criação do MEI, em 2008, o empreendedor brasileiro mudou. Muitos pequenos negócios cresceram, conquistaram clientes e expandiram seus serviços, mas acabaram encontrando um limite que já não acompanhava a realidade econômica do país.
Ao elevar o teto de faturamento e permitir a contratação de um segundo funcionário, o Governo busca oferecer mais espaço para o crescimento sustentável dos pequenos negócios, incentivando a geração de empregos e a permanência na formalidade. Ainda assim, é importante lembrar que essas mudanças dependem da aprovação do Congresso Nacional e só produzirão efeitos após a sanção presidencial e a entrada em vigor da nova lei.
O Grupo ELANE continuará acompanhando toda a tramitação do projeto.
Assim que houver votação, aprovação ou qualquer alteração no texto, publicaremos uma atualização completa para que você saiba exatamente quando as novas regras entrarão em vigor e como elas poderão impactar o seu negócio.


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