BGS 2026: Grupo ELANE e EntreGeeks Podcast acompanham o primeiro dia e fica a pergunta: SERÁ que a maior feira de games da América Latina está perdendo sua essência?
Nintendo, SEGA e Square Enix marcam presença, mas a pouca variedade de grandes atrações, a redução do espaço indie e os preços elevados deixam uma sensação de decepção. Ainda assim, os próximos dias podem mudar essa história.
São Paulo, 9 de outubro de 2026 — O Grupo ELANE e o EntreGeeks Podcast estiveram nesta sexta-feira na Brasil Game Show (BGS 2026), acompanhando o dia dedicado à imprensa e aos influenciadores, antes da abertura ao público pagante com ingresso Premium, a partir das 15h. E, embora a expectativa fosse encontrar uma grande celebração da indústria dos videogames, a primeira impressão ficou longe do entusiasmo esperado.
A BGS é tradicionalmente um dos principais pontos de encontro dos apaixonados por games no Brasil. É o lugar onde jogadores esperam conhecer novidades, experimentar lançamentos, encontrar grandes marcas, descobrir jogos independentes e viver experiências que vão além da tela. Entretanto, pelo que vimos neste primeiro dia, fica uma pergunta inevitável: será que a feira está perdendo um pouco da sua essência?
É importante destacar que estamos falando da experiência e das impressões deste primeiro dia. A programação continua, o público ainda terá a oportunidade de ocupar os corredores e muita coisa pode mudar até o encerramento do evento. Mas, por enquanto, a sensação predominante foi de decepção.
Nintendo e SEGA: uma viagem aos anos 90?
Entre as grandes empresas que chamaram a atenção estavam Nintendo e SEGA, duas marcas históricas que ajudaram a construir a indústria dos videogames como conhecemos hoje.
Para quem cresceu acompanhando a rivalidade entre essas gigantes, encontrá-las no mesmo evento pode despertar uma deliciosa nostalgia. Por alguns instantes, a sensação era de voltar aos anos 1990, quando essas duas empresas disputavam a atenção e o coração dos jogadores.
O problema não está na presença dessas marcas. Pelo contrário: ambas têm importância histórica e continuam relevantes para o universo dos games. A questão é a falta de uma diversidade maior de grandes fabricantes e empresas capazes de transformar o evento em uma vitrine abrangente da indústria atual.
Uma feira desse porte precisa oferecer experiências variadas, apresentar novidades e criar motivos para que os visitantes sintam que estão diante de algo especial.
A presença de Nintendo e SEGA foi um ponto positivo, mas a expectativa era encontrar uma participação mais expressiva de grandes empresas do setor.
Square Enix e Final Fantasy: uma presença importante, mas ainda parece pouco
Outra presença de destaque foi a Square Enix, com o universo de Final Fantasy, uma das franquias mais reconhecidas da história dos RPGs.
Para os fãs da série, encontrar uma marca tão importante em um evento como a BGS é motivo de interesse. Afinal, estamos falando de uma franquia que atravessa gerações e conquistou milhões de jogadores pelo mundo.
Entretanto, quando olhamos para o conjunto da feira, a impressão é de que faltaram outras grandes atrações para ampliar a experiência.
Não se trata de diminuir a importância das empresas presentes, mas de questionar se a quantidade e a variedade de atrações oferecidas correspondem à expectativa criada em torno de um dos maiores eventos de games da América Latina.
Lojas vazias e menos espaço para descobrir novidades
Outro ponto que chamou a atenção foi a movimentação nas áreas comerciais.
Em vez de encontrar corredores cheios de visitantes explorando produtos, descobrindo novidades e movimentando os estandes, a impressão inicial foi de um ambiente com pouco movimento em diversas áreas.
As lojas pareciam vazias, com poucos visitantes circulando. Para quem espera encontrar na BGS um verdadeiro paraíso para os apaixonados por games e cultura geek, essa foi uma cena difícil de ignorar.
Também encontramos algumas lojas voltadas à venda de periféricos e acessórios, mas a variedade percebida neste primeiro dia pareceu limitada.
É claro que o movimento pode mudar significativamente com a chegada de mais visitantes durante o fim de semana. Uma feira não pode ser avaliada apenas pelo movimento de um único período, especialmente quando o acesso inicial é restrito.
Ainda assim, a primeira impressão ficou registrada.
A área indie também deixou saudade
Os jogos independentes sempre tiveram um papel importante na experiência da BGS.
É nesse espaço que o público pode descobrir projetos criativos, conhecer desenvolvedores, experimentar propostas diferentes e encontrar jogos que talvez nunca chegassem à sua atenção pelos canais tradicionais.
Neste primeiro dia, porém, a área dedicada aos indies pareceu menor em comparação com edições anteriores, pelo menos na percepção da nossa equipe.
Para quem valoriza o desenvolvimento independente, isso levanta uma preocupação: será que os pequenos estúdios estão recebendo o espaço e a visibilidade que merecem?
Os jogos independentes são parte fundamental do futuro da indústria. Muitas vezes, são justamente os projetos menores que apresentam ideias inovadoras e experiências capazes de surpreender os jogadores.
Esperamos que os próximos dias revelem outras atrações e oportunidades nessa área e que o público possa conhecer melhor os trabalhos dos desenvolvedores presentes.
A área de Play e os jogos de shopping
A feira também contava com uma área de jogos que lembrava aqueles espaços de entretenimento encontrados em shoppings, com máquinas de basquete e outras atrações típicas de fliperamas.
Essas atividades podem, sim, divertir o público e proporcionar momentos descontraídos entre uma atração e outra.
O problema é a percepção de que faltaram experiências mais marcantes para quem esperava encontrar novidades, grandes demonstrações de jogos e atividades diretamente ligadas às principais tendências do mercado.
Em um evento que leva o nome de Brasil Game Show, a expectativa natural é encontrar uma grande celebração dos videogames em suas diferentes formas.
Por isso, a composição das atrações faz diferença. Não basta apenas ocupar o espaço: é preciso oferecer experiências que justifiquem a visita e façam o público querer voltar no ano seguinte.
Uma praça de alimentação enorme, mas com preços elevados
Se houve uma área que chamou a atenção pelo tamanho, foi a praça de alimentação.
O espaço destinado à comida era amplo e tinha potencial para atender aos visitantes durante a jornada no evento.
Entretanto, o tamanho da estrutura não elimina uma preocupação bastante conhecida de quem frequenta grandes feiras: os preços.
A alimentação também pesa no orçamento de quem passa várias horas no local. Quando somamos o ingresso, o transporte, as compras e as refeições, a visita pode se tornar bastante cara.
O ideal seria que o público encontrasse opções variadas e preços que permitissem aproveitar o evento sem transformar cada refeição em mais uma preocupação financeira.
A experiência de uma feira também depende dessas questões práticas. Afinal, o visitante precisa comer, descansar e circular pelo espaço para aproveitar tudo o que a organização preparou.
Panelas na BGS? Sim, panelas!
E chegamos a um dos pontos que mais despertaram estranhamento durante nossa visita.
Entre os produtos comercializados, encontramos uma empresa vendendo jogos de panelas.
Sim, panelas!
E não estamos falando de produtos temáticos inspirados em personagens, franquias de videogames ou algum conceito relacionado à cultura geek. Eram jogos de panelas convencionais, daqueles que poderiam ser encontrados em uma loja tradicional de utilidades domésticas.
A situação provocou uma pergunta inevitável: o que esse tipo de produto está fazendo em uma feira dedicada aos games?
É evidente que um evento desse porte pode abrir espaço para diferentes segmentos comerciais. Também é possível que existam razões comerciais e contratuais para a presença de determinados expositores.
Mas existe uma diferença entre diversificar as atrações e descaracterizar a experiência que o público espera encontrar.
Quem compra um ingresso para a BGS normalmente quer conhecer jogos, encontrar marcas do setor, descobrir acessórios, explorar produtos colecionáveis e mergulhar no universo dos videogames.
Uma panela pode ser útil em casa, sem dúvida. Mas, quando encontramos produtos completamente desconectados da proposta do evento, é natural questionar os critérios de seleção dos expositores.
A questão não é impedir a diversidade comercial. É entender como cada espaço contribui para a identidade da feira.
Decepção é a palavra, mas ainda não é o fim da história
Depois de percorrer os espaços e observar as atrações disponíveis, a palavra que melhor resume nossa primeira impressão é decepção.
A expectativa era encontrar uma feira com grande diversidade de empresas, novidades, experiências interativas, lojas movimentadas e uma área independente capaz de destacar a criatividade dos desenvolvedores.
Encontramos marcas importantes, como Nintendo, SEGA e Square Enix, além de espaços que podem proporcionar diversão aos visitantes. Porém, considerando o conjunto da experiência, sentimos falta de mais atrações e de uma presença mais expressiva da indústria dos videogames.
É importante reforçar que essa avaliação corresponde ao primeiro dia acompanhado pela nossa equipe. O evento ainda está acontecendo, e seria precipitado afirmar que essa impressão representa toda a edição de 2026.
E é justamente aí que entra a esperança.
Os próximos dias podem mudar tudo?
Sim, e queremos muito que isso aconteça!
A partir da abertura ao público, a feira passa a receber um volume diferente de visitantes. O movimento nos corredores, a interação entre os jogadores e as atividades programadas para os próximos dias podem transformar a atmosfera do evento.
Também existe a possibilidade de descobrirmos atrações que ainda não conhecemos, conversarmos com expositores, entrevistarmos desenvolvedores e encontrarmos histórias interessantes que ajudem a mostrar outros lados da BGS 2026.
O público apaixonado por games merece uma experiência memorável. E, se existe algo que aprendemos acompanhando eventos, é que a primeira impressão nem sempre conta a história inteira.
Por isso, continuaremos atentos aos próximos dias, observando o que funciona, o que pode melhorar e quais experiências merecem ser destacadas.
Nossa intenção não é simplesmente apontar problemas, mas contribuir para uma discussão importante sobre o futuro dos grandes eventos de games no Brasil.
A BGS construiu sua relevância reunindo jogadores, desenvolvedores, empresas e comunidades em torno de uma paixão compartilhada. Preservar essa identidade e continuar oferecendo experiências relevantes é fundamental para manter o entusiasmo do público.
Afinal, a BGS está perdendo sua essência?
Essa é a pergunta que fica após o primeiro dia.
Será que estamos diante de uma edição que ainda vai surpreender? Será que os próximos dias vão mostrar uma feira mais movimentada, com mais atrações e experiências capazes de justificar as expectativas?
Ou será que os sinais observados neste início revelam desafios maiores para o futuro do evento?
Ainda é cedo para dar uma resposta definitiva.
O que podemos dizer é que esperávamos mais. Mais diversidade, mais novidades, mais experiências ligadas aos videogames e mais motivos para sair da feira com aquela sensação de que valeu a pena estar ali.
Mas não perdemos a esperança.
O Grupo ELANE e o EntreGeeks Podcast continuarão acompanhando a BGS 2026 para mostrar o que há de melhor, apontar o que pode melhorar e ouvir quem realmente faz esse universo acontecer: os jogadores, os desenvolvedores e as comunidades que mantêm viva a paixão pelos games.
Porque criticar também é uma forma de se importar. E quem ama videogames quer ver a BGS crescer, evoluir e continuar sendo um lugar especial para a comunidade.
A pergunta permanece: será que os próximos dias vão transformar a decepção em surpresa?
Nós esperamos que sim. Afinal, ainda há esperança, e a história da BGS 2026 ainda não terminou.
Grupo ELANE | EntreGeeks Podcast
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Panelas????? Estavam caras?
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