Fala, galera! Assisti ao novo filme da Supergirl e vou trazer aqui um resumo das principais críticas que saíram na imprensa, misturando também alguns comentários de amigos que já assistiram. E no final vou deixar a minha opinião sincera, sem entrar em spoilers pesados, justamente para não estragar a experiência de quem ainda vai ao cinema.
As primeiras críticas de Supergirl chegaram e a recepção da imprensa ficou bastante dividida. O novo filme do Universo DC registra atualmente números bem inferiores aos alcançados por Superman no ano passado, o que já acendeu um alerta entre alguns fãs sobre o futuro da franquia.
Depois de assistir ao filme e trocar uma ideia com alguns amigos que também foram ao cinema, cheguei a uma conclusão simples: Supergirl está longe de ser perfeito, porém é muito mais divertido do que parte da crítica faz parecer.
A história acompanha Kara Zor-El em uma jornada espacial que mistura vingança, amadurecimento e a tentativa de encontrar seu lugar no universo. O roteiro segue caminhos bastante previsíveis e, em diversos momentos, depende de conveniências para fazer a trama avançar. Ainda assim, quando o filme para de tentar ser grandioso e passa a focar em Kara como personagem, ele encontra sua verdadeira força.
E muito disso acontece graças à atuação de Milly Alcock. Apesar de eu não considerá-la a escolha ideal para interpretar Kara Zor-El, reconheço que ela entrega uma atuação competente e consegue carregar boa parte do filme nas costas. Sua versão da Supergirl está longe da heroína perfeita dos quadrinhos clássicos. Ela é impulsiva, instável, emocionalmente machucada e muitas vezes toma decisões erradas. Isso torna a personagem muito mais humana e interessante de acompanhar.
Outro destaque é a relação entre Kara e Ruthye, a jovem que busca vingança pela morte de sua família. A dinâmica entre as duas é previsível, mas funciona graças ao carisma das personagens. E claro, não podemos esquecer de Krypto. O supercão rapidamente se torna um dos elementos mais simpáticos do filme. Quando a história transforma seu bem-estar em uma das motivações centrais da protagonista, fica difícil não embarcar na aventura.
Jason Momoa também merece destaque como Lobo. Talvez o maior elogio possível seja dizer que bastam poucos minutos para esquecer completamente seu passado como Aquaman. O ator parece ter encontrado um personagem muito mais compatível com sua personalidade, entregando humor, arrogância e caos na medida certa. O problema é que o filme não sabe muito bem o que fazer com ele. Sua participação deixa um gostinho de "quero mais".
Infelizmente, os problemas aparecem justamente onde o filme deveria brilhar. Os efeitos visuais oscilam bastante, algumas cenas parecem excessivamente digitais e as sequências de ação nem sempre possuem uma montagem clara. Em vários momentos é difícil entender a geografia dos combates ou o que exatamente está acontecendo na tela.
Os vilões também não ajudam muito. O antagonista principal carece de desenvolvimento e nunca se torna uma ameaça realmente memorável. Suas motivações são pouco exploradas e faltam momentos que façam o público se importar com o conflito principal.
Muita gente está preocupada também com a bilheteria. O filme teve um orçamento estimado em US$ 175 milhões e as projeções iniciais apontam uma estreia entre US$ 40 e US$ 45 milhões nos Estados Unidos.
Vale lembrar que recuperar apenas os US$ 175 milhões do orçamento não significa necessariamente que o filme se pagou. Além dos custos de produção, existem despesas de marketing, distribuição e a divisão da arrecadação com as redes de cinema. Por isso, especialistas costumam considerar que um blockbuster precisa arrecadar cerca de duas a duas vezes e meia seu orçamento para começar a gerar lucro. Nesse cenário, Supergirl precisaria chegar próximo dos US$ 437 milhões mundialmente para ser considerada financeiramente bem-sucedida.
Mesmo assim, acredito que existe um certo exagero em parte das críticas. Supergirl não tenta ser uma obra-prima dos filmes de super-heróis. Na verdade, ela lembra bastante o Superman lançado no ano passado: uma aventura leve, divertida, colorida e sem vergonha de abraçar o lado mais "pastelão" dos quadrinhos.
Até hoje, conversando com meus amigos, percebo como esse filme divide opiniões. E está tudo bem. É praticamente impossível uma obra agradar todo mundo, principalmente quando falamos de personagens tão populares quanto os da DC.
Também entendo que muita gente consome conteúdos de críticos, influenciadores e criadores de opinião antes mesmo de assistir ao filme. Isso não é um problema. O problema é quando a opinião dos outros acaba substituindo a sua própria experiência. Às vezes parece que existe uma busca constante por encontrar defeitos em tudo, enquanto outras pessoas enxergam qualidades que acabam sendo ignoradas nesse processo.
No fim, não existe opinião certa ou errada. Se você assistiu e não gostou, está tudo bem. Se assistiu e adorou, também está tudo bem. O mais importante é formar sua própria opinião e não tratar a visão de terceiros como uma verdade absoluta. Cinema, no fim das contas, continua sendo uma experiência muito pessoal.
Talvez esse seja justamente o motivo de eu ter gostado. Nem todo filme precisa ser sombrio, complexo ou revolucionário. Às vezes basta ser divertido.
No fim das contas, Supergirl tem problemas evidentes no roteiro, em algumas escolhas de elenco e adaptação, nos vilões e em determinados efeitos visuais. Porém, também possui coração, personagens carismáticos e uma protagonista que, gostando ou não da escolha da atriz para o papel, consegue sustentar praticamente toda a produção.
Minha nota final é 7/10. Não porque seja um filme perfeito, mas porque me diverti assistindo.
Na minha opinião, Supergirl não vai mudar a história do cinema nem redefinir o gênero dos super-heróis. Mas também não acho que todo filme precise fazer isso. Às vezes tudo o que a gente quer é sentar na poltrona, pegar uma pipoca e se divertir por duas horas.
Foi exatamente isso que encontrei aqui: uma aventura espacial divertida, com clima de sessão da tarde, alguns momentos emocionantes, boas risadas e uma protagonista carismática o suficiente para me deixar curioso pelo futuro dela no novo Universo DC.
Se você procura uma obra-prima, talvez saia do cinema decepcionado. Mas se a ideia for apenas se divertir e embarcar em uma aventura espacial sem grandes compromissos, existe uma boa chance de você gostar tanto quanto eu gostei.


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